Os problemas ortodônticos mais comuns e como tratá-los

De modo geral, os problemas ortodônticos mais comuns estão diretamente associados a dentição irregular, dificuldade no encaixe correto dos dentes e também por inconvenientes provocados pela falta de higienização adequada dos dentes. Não tão raro, alguns deles podem ser perdidos precocemente, justamente em razão da escovação ineficiente — já que contribui para o surgimento de doenças periodontais, como a infecção gengival.

Nesse contexto, a ortodontia é uma especialidade muito importante para saúde bucal, pois tem como objetivo corrigir os problemas relacionados à posição dos dentes e dos ossos do maxilar quando posicionados inadequadamente. Portanto, se quer entender mais sobre os problemas ortodônticos mais comuns e como tratá-los, veio ao lugar certo! Acompanhe a leitura e tire suas dúvidas!

4 problemas ortodônticos mais comuns

  • Apinhamento dentário

O apinhamento dentário é uma condição na qual os dentes ocupam posições irregulares, sobretudo na parte anterior e inferior da boca. Ele é caracterizado pelo desenvolvimento de dentes protrusos, ou seja, que estão posicionados à frente ou atrás de sua posição normal.

A principal causa do apinhamento dental é a falta de espaço para acondicionar todos os dentes na arcada dentária, o que provoca uma modificação na posição dos dentes e leva à desconfiguração do sorriso.

Essa condição geralmente pode ocorrer de maneira tardia, após o nascimento dos dentes sisos. Isso se dá em razão da força provocada pela erupção dos dentes molares — o que gera um impacto nos outros dentes e leva ao apinhamento. Além disso, traumas e demais lesões causadas por pancadas durante o desenvolvimento mandibular podem culminar em dentes tortos.

Como reflexo à dentição inadequada, o paciente apresenta problemas na mastigação, deglutição, fala e respiração. Sendo assim, as técnicas de ortodontia mais utilizadas têm por objetivo minimizar estes impactos e, habitualmente, envolvem o uso de aparelho ortodôntico fixo e/ou removível, além de técnicas para realizar um pequeno desgaste nos dentes tortos ou até mesmo a extração, em casos mais severos.

  • Diastema

O diastema é uma condição que provoca a separação entre dois dentes, causando assim uma imperfeição da dentição. Essa abertura entre os dentes pode ou não estar associada a má oclusão dentária e demais problemas bucais.

O diastema ocorre com maior incidência durante a infância, antes da irrupção dos dentes permanentes, quando os caninos passam a ocupar o seu espaço natural. No entanto, o espaço vazio passa a ser preenchido corretamente, devolvendo à arcada dentária o seu aspecto normal.

Caso o problema se prolongue de forma acentuada até a adolescência, o paciente deve procurar tratamento ortodôntico para avaliar as eventuais causas e propor a melhor abordagem de reposicionamento da arcada.

A concentração diminuída de dentes na arcada dentária, a diminuição do tamanho dos dentes e o aumento do maxilar estão frequentemente relacionadas às causas primitivas do diastema. 

Além disso, perda de dentes, hiperatividade lingual, enfermidades sistêmicas, doenças periodontais e até mesmo alguns distúrbios de irrupção dentária podem provocar o desenvolvimento do diastema na fase adulta.

Em boa parte dos casos, essa condição implica apenas em problemas estéticos e não está associada a complicações importantes para a saúde do paciente. Entretanto, algumas crianças podem apresentar distúrbios fonéticos e atraso na fala. Assim, para evitar as dificuldades de entonação, recomenda-se o uso de aparelhos ortodônticos para reposicionamento dos dentes.

  • Mordida aberta

Entre os problemas ortodônticos mais comuns está a mordida aberta, um problema causado pela má oclusão dos dentes e caracterizado por impedir o contato entre os dentes superiores e inferiores. 

As causas da mordida aberta são diversas, incluindo fatores genéticos e hereditários, o desenvolvimento inadequado dos ossos da face, bem como a manutenção de hábitos parafuncionais como:

  • roer as unhas;
  • mastigar alimentos duros;
  • mascar chicletes;
  • ranger ou apertar os dentes, entre outros.

Outras práticas durante os primeiros anos de vida que também podem levar ao desenvolvimento da mordida aberta são o uso intensivo de chupetas, a sucção dos dedos e a interposição da língua. 

Embora sejam as causas mais comuns, esse tipo de alteração não se resume apenas a estas práticas — já que ela é resultado de uma série de fatores em conjunto. Sendo assim, quando é provocada pelos hábitos supracitados, o tratamento consiste em simplesmente abandonar esse tipo de comportamento. Caso contrário, o aparelho dentário pode ser adotado como alternativa para resolver o problema.

  • Mordida cruzada

A mordida cruzada é uma condição muito comum e que pode ser facilmente identificada. Em geral, ela é caracterizada por dentes que não recobrem seus pares da maxila, seja em relação à arcada dentária superior ou inferior.

Sua origem pode ser de ordem esquelética ou dentária e, por isso, o tratamento precoce é fundamental para garantir o desenvolvimento adequado dos dentes. Ademais, esse tipo de problema está normalmente atrelado a problemas importantes, sendo os mais comuns o uso prolongado de chupetas, anomalias ósseas congênitas, maus hábitos, respiração bucal, fissuras palatinas, entre outros.

Os sinais mais consistentes da mordida cruzada geralmente podem ser observados a partir do terceiro ano de vida do paciente. Sendo assim, é comum que os próprios pais possam identificar distúrbios dessa natureza. Para tanto, basta observar atentamente se os dentes da maxila recobrem por completo os dentes da mandíbula ou vice e versa.

A forma de tratamento mais comum é a ortodontia, a partir da utilização de aparelhos bucais. Contudo, é preciso levar em consideração alguns fatores importantes para determinar a duração do tratamento. Sendo assim, o tipo de mordida cruzada assim como sua extensão e a resposta biológica em relação à abordagem são fatores determinantes.

O que achou deste artigo? Se gostou das informações que trouxemos neste texto, não se esqueça de sempre consultar um especialista para avaliar as melhores opções de tratamento. 

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